home Lucinda Ribeiro 𝗣𝗮𝗿𝗮 𝗮𝗹é𝗺 𝗱𝗼 𝗖𝗼𝘃𝗶𝗱-𝟭𝟵

𝗣𝗮𝗿𝗮 𝗮𝗹é𝗺 𝗱𝗼 𝗖𝗼𝘃𝗶𝗱-𝟭𝟵

Estamos a viver todos, um tempo de que não há memória na nossa história coletiva contemporânea, porventura, desde a 2ªguerra mundial. Se fizermos uma pesquisa sobre as últimas pandemias mundiais, que muitos por mera curiosidade ou informação necessária já devem ter feito, dar-nos-emos conta dos infelizes números mortais pelos quais já passamos, mas é esta dimensão global, comum a toda a humanidade, que torna esta epidemia tão insólita e transversal, porque não escolhe nem conhece fronteiras, idiomas ou cor de pele.

Estamos em guerra contra um inimigo invisível e por isso tão difícil de combater. Todos nós já travamos algumas batalhas de índole pessoal, familiar e no caso dos docentes, obviamente, muitas delas foram e serão no campo profissional, mas esta é uma batalha desconhecida, apesar de visível na inquietude, no receio e no próprio medo – admitamos – que nos provoca.

Atualmente, grande parte de nós, confinados ao nosso meio familiar e à área da nossa casa, começa a deixar-se assolar por um sentimento de impotência e de inquietude porque, e essencialmente por isso, não sabemos e ninguém nos sabe responder quanto tempo e de que forma esta situação ímpar se manterá. E a incerteza e a angústia são sentimentos que nos paralisam, sem saber onde ir buscar forças e ânimo para resistir. Sim, resistir é a palavra de ordem que começamos agora a impor a nós e aos nossos. E sim, saberemos resistir, porque somos uma classe profissional forte e solidária, cujos princípios estão plasmados na nossa constituição e nos são caros, constituindo a base da nossa ação enquanto cidadãos, mas também, enquanto agentes essenciais na formação e educação das nossas crianças e jovens.

Neste tempo, desconhecido do nosso tempo, não abdiquemos dos direitos de liberdade de expressão e de informação e usemo-los com seriedade, exprimindo-nos e passando a mensagem de que saberemos resistir, agora e também no futuro.

Neste PROF #ficaemcasa#, usemos o artigo 37.º da Constituição Portuguesa “ o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações”, não nos deixando a nós próprios ser limitados no mesmo e porque precisamos de resistir, mais de que nunca, encontrando caminhos individuais mas que se espalmam no coletivo, que possam trazer alguma claridade à inquietante noite dos nossos dias.

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