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Madeira integra campanha nacional do 1.º Ciclo em fevereiro

A Madeira é palco da campanha nacional do 1.º CEB em 19 e 20 de fevereiro, na sede do SPM, com o seminário intitulado “A Escola a Tempo Inteiro: e se houvesse ventos de mudança?… Lançar sementes para o futuro“. A campanha nacional “1º CEB: caminhos para a sua valorização“, apresentada pela Fenprof no dia 28 de janeiro, visa travar e alterar o rumo de degradação que tem afetado o 1º Ciclo do Ensino Básico, que será “um grito de protesto e exigência”. A primeira iniciativa acontecerá já na próxima quarta-feira, dia 3, em Matosinhos. Em foco estará a constituição de turmas/alunos com necessidades educativas especiais.

O encontro com os jornalistas teve lugar na EB1 Mestre Arnaldo Louro de Almeida, na Praça Nuno Gonçalves, em Lisboa. Estiveram presentes professores do agrupamento e dirigentes da Fenprof, entre os quais, o Secretário-Geral, Mário Nogueira, o Coordenador Nacional do Departamento do 1.º Ciclo do Ensino Básico, Manuel Micaelo, Dulce Carvalho (SPGL) e Celeste Duarte (SPRC). Mário Nogueira fez um balanço da situação que se vive hoje no setor e Manuel Micaelo deu pormenores da campanha, que terá como momentos destacados as sessões previstas para Matosinhos (3/02/2016), Coimbra (11/02), Sintra (18/02), Região Autónoma da Madeira (19 e 20/02), Évora (23/02) e Região Autónoma dos Açores (1/03).

O 1.º Ciclo do Ensino Básico é essencial no percurso escolar dos alunos. É nele que estes adquirem conhecimentos, desenvolvem capacidades e constroem competências básicas que se manifestarão fundamentais no futuro de cada um. Apesar disso, os governos, em particular o último, desinvestiram completamente neste setor de ensino que hoje vive problemas gravíssimos de organização pedagógica e de capacidade de resposta face às crescentes solicitações com que se confronta. Problemas abafados pelas paredes de cada sala de aula.

Os últimos anos foram marcados pelo encerramento de milhares de escolas (5 mil), pelo retorno das turmas com diversos anos de escolaridade, pela perda de apoios necessários a milhares de crianças, por uma organização pedagógica que é de bradar aos céus, por horários de trabalho (de professores e alunos) desfeitos pela gula economicista do governo anterior, por um regime de coadjuvação que não o é nem deixa de ser, pelos mega-agrupamentos que tudo esmagam e por um desrespeito enorme do poder político e de muitos dos chamados superiores hierárquicos em relação aos docentes deste setor.

Não surpreende, pois, que cresçam os gritos de revolta dos professores e a Fenprof quer ampliá-los para que os problemas deixem de ser ignorados e passem a ser resolvidos.

Hoje, havendo uma equipa ministerial na Educação que tem demonstrado sensibilidade pelos problemas e resolvido alguns, mais se justifica ainda que se denunciem os problemas do 1.º Ciclo, que têm vindo a agravar-se, é tempo de chamar a atenção para o que se passa no referido setor de ensino e se lute pela sua resolução. Não apenas em nome dos professores, mas, essencialmente das crianças que são vítimas de políticas que as desrespeitam.

Com esse objetivo, a Fenprof irá desenvolver a Campanha Nacional “Pela Valorização do 1.º Ciclo”, que, ao longo de um mês, percorrerá todo o país, incluindo as regiões autónomas. Professores, pais e outros atores educativos darão voz à denúncia e a Fenprof apresentará propostas concretas visando uma profunda alteração da situação negativa que se vive./JPO/NS

Cartaz e Programa da campanha nacional “1.º CEB: caminhos para a sua valorização

Cartaz da iniciativa na Região Autónoma da Madeira

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